15 maio, 2007

Começou em pequenino...

Era eu ainda um miudo, nos meus idos 7 anos, já ía pela mão com o meu avô, para o "longinquo" estádio do mar.
Longinquo, porque naquela altura Leça e Matosinhos estavam de facto ainda muito longe, e o meu avô, um saudoso leixonense (ex- guarda-redes da equipa liderada enquanto jogador pelo famigerado Pedroto nas temporadas de 45/46 até 49/50), fazia questão que eu começasse a sentir aquela alma, a chamada alma leixonense.
Devo dizer, que não terão nada de diferente de um qualquer adepto de uma qualquer equipa de futebol, o que realmente era diferente eram as suas vidas, de incerteza, que variavam com as marés, das famílias que sentadas nas areias rezavam para que a sua fortuna regressasse sã e salva e de preferência com algum para ajudar às despesas. E eis que chegava o Fim-de-Semana, era hora de Leixões, onde quer que ele jogasse, mas se calhava em sorte ser no estádio do mar, era como uma romaria do Senhor de Matosinhos quinzenal, era ver a Cruz de Pau toda engalanada, não só para festejar o jogo que se avizinhava, mas também para agradar a todos aqueles homens e mulheres que durante a semana só tinham duas preocupações "faina" e "banca".
É desta forma, que toda aquela gente contagía quem lá vai, é por isso que se diz que são diferentes, foi isto que eu comecei a sentir à 20 anos atrás.
Nada melhor, que esta subida de divisão, como forma de agradecimento a todos os que elevaram o nome do Leixões e acreditaram que desta vez poderia ser!
Um beijo muito especial ao meu AVÔ, que esteja onde estiver, está de certeza como sempre, ao meu lado, com a mão no meu ombro a gritar pelos nossos, fosse em que campo fosse....