16 março, 2009

Viva o António Maria


Pelas quatro da manhã do dia 14 de Março de 2009, nasceu em Macau, mais propriamente, no hospital Conde de S. Januário, o António Maria.
Antes de mais, os meus agradecimentos públicos à Bia, a SUPER MÃE, deu à luz o António Maria, de parto natural e sem a estimada e desejada “Epidural”, um verdadeiro parto “à antiga”. Parabéns para ti também minha Bia.
A espera foi longa mas compensadora. Eram quase cinco da manhã quando uma enfermeira veio ter comigo à sala de espera. Disse-me que o meu Filho tinha nascido e perguntou-me se eu o queria ver. Levantei-me “num lampo” (expressão transmontana, em homenagem aos Amigos da terra). Fui emocionado a caminho do Toninho, ao vê-lo fiquei, naturalmente, comovido. Vi um bebé muito tranquilo, comodamente embrulhado numa manta de forma a plagiar o ventre materno. Estranhei o facto de ter os olhos muito abertos. Olhava-me profundamente como se estivesse a perscrutar-me a alma. Notoriamente parecido com a mãe, parecer ter herdado a cor de pele do Pai. Os pormenores estão à vista.
Não resisti e tirei-lhe logo uma fotografia para a posteridade.

Foi então tempo de ligar à minha Mãe (presença que eu muito estimava ter comigo), tinha de ser a primeira a partilhar comigo a extrema felicidade que senti. (Mãe, o Toninho já me disse que está desejoso de te ver, vem rápido). É que a minha Mãe também é uma SUPER MÃE.
De seguida foi a restante família e as mensagens para os Amigos.

Um grande Abraço a todos.

12 março, 2009

"Non habemos candidatus"

Com ou sem Rui Rio, prevejo que o PSD possa vir a perder a liderança da Câmara do Porto. A candidata escolhida pelo rival PS é fortíssima, talvez a mais forte candidata que o PS já teve no Porto.
Elisa Ferreira é da cidade mas é mais que uma personalidade regional, o seu curriculum extravasa o Porto e o Norte e é reconhecido até na capital, onde teimosamente as personalidades conotadas com a cidade do Porto teimam em não se afirmar.
Para além disso, a ex-ministra recolhe uma grande simpatia da opinião pública. É mais afável, natural e simpática que Rio. Não tem aquele ar cinzento de antigo estudante do colégio alemão, sério, honesto, mas obstinado com os números.
Finalmente, Elisa tem aquilo que Rio também já teve um dia, é uma cara nova, representa a vencedora e popular “mudança”.

Por outro lado, caso se venha a confirmar que Rio não concorre contra Elisa Ferreira, o cenário é bem mais negro. O PSD não tem, quanto a mim, um candidato credível que possa manter acesas as aspirações de continuar a presidir à segunda câmara do país. A falta de candidatos credíveis é bem demonstrativa da carência de “quadros” que ataca no presente o PSD. Li num conhecido blog que trata questões relacionadas com a nossa cidade que Pedro Passos Coelho poderia ser um bom candidato. Sinceramente, espero que seja uma piada. O pseudo candidato representa a antítese das qualidades que apontei a Elisa Ferreira.
Quanto a um outro possível candidato, Aguiar-Branco, por solidariedade profissional, (chamemos-lhe assim) prefiro não comentar a possível escolha.
Sinceramente, como diz o povo, “fogo apaga-se com fogo”, por isso, a única forma de o PSD poder vir a ganhar a Elisa Ferreira, era usar um trunfo semelhante ao do PS. Chamar um independente, qualificado e que seja uma personalidade da cidade. O meu nome era Rui Moreira, não me parece é que este o fosse aceitar.

Top 8


Com alguma naturalidade, o Futebol Clube do Porto voltou a qualificar-se para os quartos de Final da “Liga dos Campeões”. Jogámos contra o Atlético de Madrid por duas vezes e fomos sempre dominadores. Por esse facto, o FCP é novamente uma das melhores 8 equipas da Europa. A melhorar, só mesmo a finalização. Para quem criou tantas oportunidades, devíamos certamente ter ganho os dois jogos.

Parabéns Porto, venham os próximos!!!

03 março, 2009

1421-O ano em que a China....

Eis o livro que comecei a ler. Antes de mais obrigado à minha Mãe e ao "núncio" Pt que fez o favor de me trazer a oferta do nosso Portugal.
O livro não é propriamente uma novidade editorial, foi editado em 2006 e o seu autor é um ex-almirante da marinha inglesa que se dedicou ao estudos marítimos. Recordo-me de estar a ouvir um programa da TSF onde Gavin Menzies estava a ser entrevistado. A teoria que o livro defende é um pouco desoladora, especialmente, para nós portugueses. Nele, os nossos feitos marítimos são rebatidos e atribuídos aos Chineses. Cook e Colombo também são mencionados e o resultado é basicamente o mesmo, segundo o ex-almirante foram os barcos do "Império do Meio" que "descobriram" a América e a Austrália.
Apesar de continuar a não concordar com o Autor, resolvi ler o livro e ver as conclusões do rapaz. Depois digo de minha justiça.

26 fevereiro, 2009

Estranho costume

Em Macau, quase todos os portugueses têm uma empregada doméstica de origem Filipina. A escolha fica a dever-se ao facto de os cidadãos daquele país asiático dominarem a língua inglesa. As Filipinas optaram por abandonar o ensino da língua materna e passaram a leccionar em inglês. A opção foi, no mínimo inteligente, uma vez que acaboou por criar um mercado de trabalho que têm quase o tamanho do mundo.
Ora bem, eu não sou diferente e também acabei por patrocinar a vinda de uma cidadã filipina, a Nora, para trabalhar lá em casa. De entre muitos costumes filipinos a Nora contou-me um que achei particularmente interessante e que poderá ser explicada pela forte presença do Cristianismo naquele país asiático.
No sábado, contou-me que tinha recebido um telefonema da terra. Segundo a pessoa que lhe tinha telefonado, a mulher do seu ex-marido tinha morrido. Acontece que a falecida tinha sido concubina do mesmo ex-marido enquanto este foi casado com a Nora. A relação passou de secreta a pública quando o ex-marido resolveu separar-se de facto da Nora e passar a viver com a tal mulher. Portanto, tinha sido a falecida a responsável pela separação do casal.
A parte mórbida da estória começa agora. Segundo a Nora, a morte da falecida não impediu que esta se tivesse mantido de olhos bem abertos. Diz a tradição filipina que para que olhos se fechassem definitivamente, a Nora, mulher em tempos traída, teria de perdoar à falecida o facto de esta lhe ter “roubado” o marido.
Pois bem, em directo do leito de morte, telefonaram à Nora e pediram-lhe que perdoasse a falecida. Do outro lado, encostaram o telefona no ouvido da defunta e deixaram-na a “ouvir” o perdão da Nora. Finalmente podia descansar em paz e, consequentemente, fechar os olhos…..

Fiquei boquiaberto, mais uma para contar aqui.